16.5.11

Retalhos do Rio

“O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos”

(Marguerite Yourcenar)


Conheci Ana pouco tempo atrás e, por vários motivos, a identificação foi recíproca e imediata:

língua, cultura, signo chinês, carimbos no passaporte, trilhas a percorrer, vontade de viajar, vontade de viajar e vontade de viajar.
Confirmei, então, que o fenômeno de passar por vários lugares provoca à natureza indagadora, convida a ser cada vez mais curioso, neutraliza o olhar, expande o cérebro e purifica o coração. Te faz sentir um desejo insaciável de continuar em movimento (“destino: andar, nunca chegar”) e te faz abrir mão de uma vida comum, de uma família comum, de um transitar comum. Porém, tudo aquilo perde o sentido no momento em que respiras a vida do Rio de Janeiro –a cidade do improviso- onde tudo pode acontecer: desde uma chuva de verão até mesmo sentir a vontade de ficar e mudar de profissão.

E ficas mais um pouco para curtir a magia, curtir a natureza, a musicalidade, aquele sorriso extasiado, o reflexo das luzes da cidade, aquele céu, aquele mar, aquele cartão postal em 3D acolhendo, cada dia, a possibilidade de viver uma experiência única e de fazer parte dessa história.
E se, naquele momento, naquele lugar, perceberes que o caminho que traçaste através da publicidade, da redação, do estilismo, da crônica e da produção converge no ponto de fuga chamado fotografia e assumes essa linguagem como destino: deixa-te levar pelo coração puro, contagia-te do fluxo do momento, abre mão de tudo o que foi, aproveita a inocência no olhar, tira uma foto e monta uma exposição!

Isto é o que Schlimovich fez.
Isto é o que você vai ver.

Viviana Herrera
Hai Fai Produções

30.4.11

Desencuentro onírico

Soñé con largas barbas en el mentón
Soñé con hadas bailando en mi mano
Soñé con manchas en el techo
Pero no soñé con vos

25.4.11

fotografia falada























Vestido verde de tafetá
Cabelo grisalho, olhar perdido
Flores vermelhas numa sacola de supermercado

Sentada na beira da calçada
Ela espera sozinha
No dia de São Sebastião

13.4.11

13 de Abril Dia Nacional do Beijo


Foi você que me beijou
na minha testa
enquanto eu tirava uma siesta
na poltrona do avião?

Palavras inventadas sem querer no Dia Nacional do Beijo.
(Agora que fiquei sabendo)


16.3.11

palabras de infancia

La felicidad terminó cuando el cielo no fue de los pájaros, sino de los aviones, cuando el agua no fue de los peces sino de los barcos y los pescadores, terminó cuando la tierra no fue de los animales, sino del intruso más sádico, el hombre. Fue el último en aparecer, el último en poner los pies sobre la tierra, y el primero en dar las órdenes.
                                                                                                Ana, 23-2-89

11.2.11

Los consejos de mi mamá

"Es preferible pasar por tonto un minuto, que ser un tonto toda la vida."
Me dijo, después de leer mi post anterior.
Qué suerte tuve en la lotería de madres.